O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez críticas à gestão de Fernando de Noronha, durante uma live realizada na noite de quinta-feira (5), na internet. O secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif, que esteve na ilha, também participou da transmissão. Entre outros assuntos, o presidente falou da pesca e do turismo e afirmou que vai tentar federalizar Noronha.
“Eu sugeri a gente federalizar Fernando de Noronha, que parece que virou uma ilha de amigos, amigos do rei, e o rei não sou eu. É um absurdo, você vai para uma praia em Noronha e paga R$ 100, é meio lobo-guará para ir na praia, lá em Fernando de Noronha”, disse Bolsonaro.
O presidente também falou dos cruzeiros marítimos. “Vamos tentar, se possível, federalizar Fernando de Noronha, acabar com essas questões, fazer realmente um polo turístico. Ouvi dizer que há um tempão não para navio lá”, afirmou.
Essas declarações de Bolsonaro ocorreram após a visita dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; da Educação, Milton Ribeiro , e do presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Gilson Machado, além do secretário da Pesca. A comitiva chegou à ilha no dia 28 de outubro e permaneceu até o início desta semana.
Resposta do governo de Pernambuco
Nessa sexta-feira (6), a Secretaria de Imprensa do governo do estado divulgou uma nota em resposta às declarações do presidente Bolsonaro. No texto, disse que, “em respeito à Constituição Federativa do Brasil e ao povo de Pernambuco, tem trabalhado muito para encontrar soluções para superação dos desafios atuais”.
“Em Fernando de Noronha, somente nos últimos dois anos, o Governo de Pernambuco investiu mais de R$ 20 milhões na construção de casas, recuperação de estradas vicinais, implantação de iluminação de LED e readequação completa do porto”, declarou, na nota.
No texto, informou, ainda, que o governo do estado ampliou a oferta de energia solar e reduziu a poluição na ilha, através dos programas Carbono Zero e Plástico Zero.
“No mesmo período, o governo federal divulgou três vezes que iria mandar recursos para o saneamento e nunca liberou qualquer valor, além de aumentar o preço das taxas de preservação ao invés de extingui-las, como havia prometido”, afirmou na nota.
“A população de Fernando de Noronha, a exemplo de todos os brasileiros, conta com ações efetivas, integradas quando possível, para que as melhorias sigam acontecendo. Criar soluções é mais produtivo do que criar polêmicas”, disse no fim do texto.
Taxa
Em julho de 2019, Bolsonaro afirmou, também em uma live na internet, que queria acabar com a taxa de acesso ao Parque Nacional Marinho, a qual classificou como um “roubo” praticado pelo governo federal.
Na época, a taxa custava R$ 106 para brasileiros e de R$ 212 para estrangeiros. Apesar da declaração do presidente, em novembro do ano passado o ingresso teve um reajuste. O valor sofreu um aumento de 4,7%, passando para R$ 111(para brasileiros) e R$ 222 (para os visitantes estrangeiros). (G1)
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