Pensando em promover um momento de reflexão sobre a gestão da escola e a gestão da aula a partir dos impactos gerados pela pandemia, a Gerência Regional de Educação (GRE) Sertão do Submédio São Francisco realizou, nesta quarta-feira (21), a Jornada Pedagógica: Projeto Circuito Liderança que Inspira. Também participaram do evento as GREs Vale do Capibaribe e Recife Sul.
O evento foi transmitido através do canal da GRE Vale do Capibaribe, no YouTube, e está disponível para quem quiser assistir. Dilma Marques, gestora da GRE Sertão Submédio São Francisco e organizadora do evento, comentou sobre a educação em sua região, contando sobre o processo de acolhimento dos estudantes pelo time que é formado por professores, equipe gestora das unidades de ensino e todos os servidores da educação.
“Estamos construindo uma nova escola, uma nova história de educação em nossa região e em nosso Estado. Esta é uma jornada que muito nos anima, porque essa parceria que a gente tem feito com o Instituto Casa Grande é voltada para o nosso grande propósito, que é a melhoria da educação do nosso Sertão”, pontuou a gestora da GRE Sertão Submédio São Francisco, que conta com 95 unidades de ensino.
Durante o encontro foram debatidos temas como a perspectiva híbrida de ensino a partir da pandemia e as contribuições das inovações curriculares oriundas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Currículo de Pernambuco.
Maria Helena Guimarães, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), abordou a implantação da BNCC com a educação híbrida, passando sobre questões socioemocionais e processo de aprendizagem, assim como os desafios enfrentados durante a pandemia pela comunidade escolar. “A BNCC vai além dos muros da escola, carregando lições para a vida do estudante. Tem função essencial para o desenvolvimento de competências para que os nossos estudantes possam se preparar para seu projeto de vida”, pontuou Helena.
Em outro momento, foi abordado ainda o recurso de potencialidades na aprendizagem, citado pelo Doutor em Educação Cipriano Luckesi. Para ele, o essencial é ter uma compreensão de que a educação forma o estudante e transforma as potencialidades de cada um em atualidades.Ou seja, habilidades usadas para um determinado fim. “Nós, educadores, temos o papel de acolher o estudante do jeito que ele chega na escola, na sala de aula, auxiliá-los a transformar os conhecimentos disponíveis em livros didáticos em habilidades de forma que ele possa utilizar pro resto da vida”, afirmou Luckesi.
Renato Casagrande, presidente do Instituto Casagrande, falou sobre tendências e perspectivas na nova educação.”De acordo com alguns estudiosos, viveremos crises profundas no mundo a partir de agora. O que podemos esperar, então, de uma educação em tempos incertos? Não podemos, jamais, pensar em aula como era antes da pandemia. A tecnologia invadiu as salas de aula”, declarou Renato.
Ainda de acordo com ele, a pandemia acelerou todo o processo de inclusão dos pais e comunidade escolar com a rotina da escola. “Esse novo momento exige novos comportamentos. O hibridismo na educação básica, permitido pelo uso da tecnologia, é algo que não tem como ser revogado”, concluiu.
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